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Resenha Literária - "As Pílulas de Santo Cristo" (Editora Essencial)

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O livro "As Pílulas de Santo Cristo" (Editora Essencial), do autor Elói Alves, nos remete a algumas referências características do centro de São Paulo, especialmente presentes na década de 1980. Algumas delas inclusive vieram à memória pois há pouco tempo, escrevi um pequeno texto remetendo à memória de meu pai, resgatando momentos em que o passeio era ambientado nesta região da cidade, destacando-se alguns locais icônicos, alguns dos quais nem mais existem.  A temática ("Pílulas de Cristo") aliás, me trouxe à tona uma modalidade digamos assim, "nostálgica" dos jogos, bem diferentes das atuais "bets", permeadas por tecnologia, efeitos especiais atrativos e promessas de prêmios vultuosos: o jogo das tampinhas. Consiste em montar sobre uma mesa rudimentar (geralmente um empilhamento de dois ou três caixotes de madeira, um "tabuleiro" contendo três formas ou tampinhas de aço, nas quais esconde-se uma bolinha e aposta-se determinado valor p...

Resenha Literária - "Alma Tênue" (Alexandre Mattos) - Editora Essencial

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  Acreditar que dentro de nossa existência, pelo bom cultivar da alma, do amor, das boas ações, mesclado com os elementos da natureza que tanto despertam nossa capacidade sinestésica, podemos reforçar a busca do tão sonhado propósito de vida. Mas esta combinação torna-se ainda incompleta, se não acrescermos a figura materna a esse cabedal. Ela é o alicerce, a sustentação, a concredude e ao mesmo tempo, por um lado diametralmente oposto em termos de conceito (“suavidade”) nosso alento, nossa referência de pensamento, orientação... é flor, vento, sol, água, enfim, uma égide, proporcionando o desabrochar de um sentimento 100% único e sublime. “Alma Tênue” nos oferece toda essa intensidade pela suave percepção de seu autor por meio de palavras e versos, reunidos em suas 60 páginas. Até a próxima postagem, pessoal!

Resenha Literária - "Na Rua" (Maurílio de Sousa) - Editora Essencial

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O isolamento pode ter diferentes facetas, tanto positivas, quanto negativas. Pelo primeiro ponto de análise, utilizamo-nos do vocábulo "solitude", em que a capacidade de afastar-se das pessoas alcança um sentido benéfico, pelo fato de proporcionar organização dos pensamentos, ideias e reflexões. Existe uma autossuficiência nisso, de forma a não haver um prejuízo psicológico, uma confusão ou falta de propósito nas ações, diferentemente da solidão, presente em muitos momentos, a qual, assim como o amor (parafraseando Camões) arde em nós sem podermos vê-la. Apesar de estarmos cercados de pessoas e de elementos concretos em quantidade suficiente para suprir tal carência (veja que me referi à quantidade...), o vazio persiste. Uma falta de propósito combinada com uma busca incessante por uma resposta à pergunta aparentemente simples, mas que se torna extremamente complexa devido à falta de direcionamento e sentido: "que falta e qual legado deixarei aqui neste mundo, quando daq...