Robert Duvall... Sob a Perspectiva de Tom Hagen ("O Poderoso Chefão")
Inegavelmente, quando nós buscamos uma "referência" em nossa "prateleira" cinematográfica (claro que isso nos tempos de hoje é metafórico!), um dos filmes que vêm à mente é "O Poderoso Chefão", trilogia mais que mundialmente conhecida e aclamada pelos cinéfilos, mesmo aqueles não tão afeitos ao gênero.
No filme, lançado na década de 1970, um personagem destacou-se por sua notória importância para a condução dos negócios de Don Corleone (Marlon Brando): o "consigliere" Tom Hagen.
Robert Duvall, que partiu esta semana, viveu este papel, que representava na família Corleone, um conselheiro de grande confiança. Advogado de profissão, para cada demanda do Godfather, representava o lado mais racional, analítico, estratégico e diplomático da família, que rivalizava com outras importantes na Nova Iorque dos anos 1940 e 1950, como a Barzini e Tattaglia.
Sua serenidade inclusive representou um contraponto em relação a seu irmão mais velho, Sonny, interpretado pelo não menos talentoso James Caan, homem de temperamento instável e violento, que literalmente aplicava o conceito da "justiça pelas próprias mãos".
A grandes atores são reservados papéis memoráveis. Mesmo analisando, sob a ótica dramática, violenta e permeada por contendas que, apesar da frieza de seus personagens, impactam realmente o espectador, Tom Hagen, dentro do contexto geral que demanda decisões firmes e não estabelecidas dentro do calor de uma tensão, poderia parecer um tanto quanto secundário na trama. Talvez, de uma maneira digamos assim mais "prática", dentro de um ponto de vista de relevância para a análise geral da escada de atores, ele esteja "classificado" (sim, assim entre aspas) em um segundo plano em relação a Brando e Caan, mas figurou entre os indicados a melhor ator coadjuvante na edição do Oscar de 1973.

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