Alô... Quem Fala? - É o... Telefone (150 Anos Depois)

Alô... quem está falando? Bem, aqui é o humilde escritor desta postagem, que constantemente deseja ser "atendido" por mais e mais leitores. Também almeja a sua participação, seus comentários, suas sugestões, tal como um aparelho telefônico age como a ponte entre emissor e receptor na comunicação. 

No dia 10 de março de 1876, Alexander Graham Bell realizou o primeiro telefonema da história, a partir de Boston, para seu assistente chamado Thomas Watson, dado asas à disseminação de um invento revolucionário e fundamental para o desenvolvimento humano. 


O aparelho era feito de madeira e metal, com um receptor e transmissor conectados por fios. Em junho do mesmo ano, Dom Pedro II, Imperador brasileiro, participou de um evento denominado Exposição Internacional Centenária, na Filadélfia (EUA), e ali, além de deparar-se com invenções como a lâmpada elétrica e o Ketchup Heinz,, passou pelo estande no qual encontrava-se Bell. Daí experimentou a "gerinconça", tomando uma distância de 100 metros aproximadamente do local, estabelecendo uma conexão telefônica, mesmo afastado. Isso deixou Dom Pedro embasbacado, motivando o regente a trazer alguns aparelhos ao Brasil, primeiro país que os receberia fora dos EUA na ocasião. 


No museu do telefone, que está situado na cidade de Bragança Paulista, temos uma réplica do aparelho presenteado a Dom Pedro II:


Já em 1972, uma chinesa chamada Chu Ming Silveira criou o icônico "Orelhão", um design em forma de concha para telefones públicos, que recebeu apelidos como "tulipa" e "cabeça de astronauta". Quando os orelhões começaram a ser exportados para outros países, a empresa Telesp substituiu a CTB na operação da telefonia no Estado de São Paulo.


Ainda existe um parque de cerca de 38 mil orelhões pelo país afora, mas a intenção da Anatel é desativá-los definitivamente até o final de 2028, permanecendo somente alguns em algumas áreas sem cobertura por telefonia móvel. 

Em 2012, o orelhão foi homenageado com a chamada "Call Parade", organizada pela operadora Vivo, juntamente com a agência DPZ. Nela, 100 unidades espalhadas por alguns bairros da cidade de São Paulo, como Liberdade, Vila Madalena, Paraisópolis e Parque São Jorge, além das avenidas Faria Lima e Paulista, receberam intervenções artísticas, visando à época, não apenas a visitação, mas também a conscientização para que fossem conservados, devido aos atos de vandalismo. 



Hoje, temos aproximadamente 270 milhões de celulares em operação no país, sendo que cerca de 9 entre 10 brasileiros acessa serviços móveis. Além da sua utilidade para estudo, trabalho e entretenimento, percebe-se também o fenômeno da dependência: cerca de 67% dos usuários têm ansiedade quanto ao envio e recebimento de mensagens. 

Em contrapartida, a telefonia móvel vem registrando um número cada vez mais decrescente de linhas, com apenas cerca de 7,5% dos domicílios relatando o uso de um telefone fixo em 2024, comparado a 32,6% em 2016. O número total de linhas fixas caiu para cerca de 7 milhões em agosto de 2024, segundo o IBGE.

E o Whatsapp atualmente conta com uma base de cerca de 150 milhões de usuários no Brasil e 97% deste contingente faz uso da ferramenta de forma diária. Além disso, 61% faz uso várias vezes ao dia. Isso então explica a queda abrupta da telefonia fixa no país. 

As chamadas de voz também têm sido cada vez mais usadas: com 72% dos brasileiros utilizando essa funcionalidade.


Enfim, o que fica é o legado do poder da comunicação ao longo do tempo e o quanto a dinâmica da evolução tecnológica tem a sua capacidade transformadora. Ela provê a alteração dos dispositivos, seja em tamanho, design e funcionalidade, mas mantém, ao longo do tempo, a capacidade de nos falarmos, encurtando distâncias... 

Até a próxima postagem pessoal!

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