Os Eternos "Chuchuzinhos" - 30 Anos sem Mamonas Assassinas...
Já são trinta anos, mas parece que foi ontem. Em 02 de março de 1996, o Brasil viveu um dia muito triste, pelo falecimento de Dinho, Sérgio Reoli, Júlio Rasec, Bento Hinoto e Samuel Reoli. Estes caras eram os membros da banda Mamonas Assassinas, formada em 1995 na cidade de Guarulhos, grande São Paulo.
Época em que a TV experimentou uma "libertinagem". Sim, podemos definir a palavra desta forma porque muito do que era exibido realmente mostrava o escrachado. Inclusive a Brasília Amarela até hoje está em voga, como símbolo não apenas de uma das canções deles, mas também do brega, tão presente nas melodias da banda.
Outrora grupo "Utopia", do Parque Cecap, a predileção do público não somente se dava pelas músicas tocadas nos chamados "Showmícios", mas também pelas imitações do líder, o vocalista Dinho. A irreverência, que à primeira vista seria mais "digerível" por um público adulto, devido ao uso de palavrões e outros termos, acabou caindo nas graças das crianças, também por conta da indumentária do grupo. A cada show, vestidos de coelhos, Chapolins Colorados, dentre outras personagens, cativaram o público infantil de uma maneira impressionante.
"Pelados em Santos", expressão do brega, no estilo Reginaldo Rossi, foi uma canção que realmente caiu nas graças do povo e até mesmo inspirou o humorista Cláudio Manoel (do grupo "Casseta e Planeta") a criar o notório quadro do "Seu Creisson", com seu Português um tanto quanto duvidoso...
Quanto ao nome "Mamonas Assassinas", ele surgiu a partir de uma sugestão do Samuel, em conversa com o grupo e o produtor musical Rick Bonadio. E a sua fama começou a ter um crescimento exponencial após a entrevista no programa do Jô Soares, a qual, segundo palavras do próprio Rick, não foi agendada pela produtora, ocorreu de forma um tanto quanto inesperada. Ela aconteceu pouco antes do lançamento do primeiro CD, em maio de 1995.
No documentário "Eu Te Ai Love Iú", exibido ontem na TV Globo, um relato muito fidedigno ao cotidiano das famílias de cada um dos integrantes, a parte mais triste, e ao mesmo tempo intrigante e perturbadora, dizia respeito aos relatos do estado físico e anímico do próprio Dinho na noite do último show cumprido por eles antes do acidente, em Brasília, dia 02 de março de 1996. Em uma passagem do filme, a mãe dele relatou que o filho havia dito que estava com dor de garganta e um certo mal-estar. Foi sugerido que se adiasse o show, mas Dinho não dissuadiu.
Ademais, o Julio Rasec deu a declaração abaixo, sobre um sonho que teve envolvendo a viagem aérea:


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