Oscar Schmidt (1958 - 2026)

Sempre gostei de esporte, especialmente futebol e modalidades olímpicas. Quando menor, na fase da adolescência, eu acompanhava as temporadas da NBA na Bandeirantes, tendo oportunidade de ver jogadas maravilhosas na quadra, das equipes que à época contavam com nomes como Magic Johnson, Michael Jordan, John Stockton, Karl Malone, Shaquile O'Neal, Kobe Briant, dentre outras estrelas.

Apesar de simpatizar com o Boston Celtics, nesta época a grande rivalidade reunia o Los Angeles Lakers e o Chicago Bulls, liderados respectivamente por Magic Johnson e o Michael Jordan. Era espetacular presenciar as acrobacias de Jordan e a liderança de Johson, em duelos por títulos que são memoráveis. Porém, nenhum deles supera a admiração e respeito que tenho por Oscar Schmidt.

E na memória tenho bem claro a partida da final dos Jogos Pamamericanos de 1987. Sempre o basquete dos EUA foi considerado favorito para ganhar a medalha de ouro e o próprio Oscar, em diversas entrevistas, já tinha a expectativa de que isso iria acontecer. Para os americanos a surpresa foi tão grande, que, conforme o próprio "Mão Santa", o cerimonial dos jogos não estava preparado para outro resultado, de forma que o serviço de som não dispunha do Hino Nacional Brasileiro para tocar após o recebimento das medalhas. No que Oscar reclamou e foi oferecido um paliativo: tocar somente a introdução de nosso hino. O restante foi mesmo "a cappella". 


Formação do Brasil no PanAmericano: André, Gerson Victalino, Israel, Pipoka, Guerrinha, Silvio, Marcel, Maury, Oscar, Paulinho Villas Boas, Cadum e Rolando.

O placar final foi Brasil 120 x EUA 115, em um evento inédito na história do basquete. O jogo ocorreu em 23 de agosto de 1987. No vídeo abaixo, disponibilizo a transmissão americana dos últimos minutos de jogo, mostrando o aproveitamento impressionante das cestas de 3 pontos por Oscar. 


O fator determinante, de fato, para esta vitória histórica, certamente foi a quantidade de cestas de 3 pontos, algo que os norte-americanos não estavam tão habituados em usar em seu repertório. 

Seguem abaixo mais alguns números impressionantes da carreira de Oscar Schmidt:

1. Segundo maior pontuador de todos os tempos, com 49.973 pontos.
2. Jogador de basquete com mais participações em Olimpíadas – (empatado com o porto-riquenho Teófilo Cruz e com o australiano Andrew Gaze).
3. Jogador com o maior número pontos na história das Olimpíadas – 1 093.
4. Jogador com o maior número de pontos em um jogo de Olimpíadas – 55 (contra a Espanha em 1988).

Seu amor e dedicação à Seleção Brasileira eram tão grandes que recusou jogar na principal liga de basquete do mundo: a NBA. Isso porque a FIBA (Federação Internacional de Basquete), não permitia que jogadores que defendem as suas respectivas seleções jogassem na liga americana. Este fato aconteceu em 1984, e no evento do Hall da Fama de 2013 da NBA ele explicou isso e também não economizou elogios a outro fantástico jogador, Larry Bird (que por sinal defendeu por muitos e muitos anos o meu time de preferência, já citado, o Boston Celtics). 



Esse era o Larry Bird na época dos Boston Celtics.


Época que realmente eu acompanhava "in loco" a NBA nas noites da Band... 

Oscar, obrigado por tudo que fez por nós... 

Até a próxima postagem, pessoal!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha Literária - "O Diário de Anne Frank"

Resenha Literária - "Vidas Secas" (Graciliano Ramos)

Sabores de Domingo - Oficina Gastronômica com "Tempero Materno"