Dia dos Namorados e o Cinema... - Visão "Kriptoniana"...
A data mais romântica do calendário anual está chegando. Sim, o 12 de junho está presente e muito próximo para os casais, e é sempre uma época propícia para o estabelecimento de algumas conexões, analogias e associações com diversas vertentes da arte, dentre elas a chamada "sétima arte": o cinema!
Em quase todos os gêneros que oferece, sob diferentes prismas, cenas românticas entre casais são vistas nas produções cinematográficas. Algumas claramente são diretamente ligadas ao gênero, fazendo preponderar este tipo de interação. Mas em outras este surge, mesmo não sendo esta a linha mestra inicial do roteiro, constituindo-se, além de uma espécie de contraponto, também em um dilema central dentro do papel principal que aquela personagem deveria desempenhar dentro da trama.
Um exemplo disso é na trilogia antiga de Superman, pois o amor um tanto quanto platônico de Clark Kent por Lois Lane, entremeia-se com a missão do kriptoniano de conviver com os seres humanos, protegê-los, mas sem interferir em suas respectivas histórias. Isso é enfatizado pelo seu pai, Jor-El (Marlon Brando), quando Clark, dentro de um conjunto de dúvidas e inseguranças, busca esclarecimentos sobre como deve administrar seus poderes.
A Fortaleza da Solidão constitui-se em uma espécie de santuário e museu de conhecimentos, tendo como "banco de dados", vamos assim dizer, bibliotecas de assuntos variadas, disponibilizadas pelo planeta Krypton, local de nascimento de Superman (seu nome de batismo é Kal-El). É lá que pontos-chave ligados ao destino do herói se sucedem e dentre eles o dilema de como relacionar-se com os seres humanos.
Em todo o desenvolvimento da trilogia antiga (1978, 1980 e 1983), a realidade que se avizinha ao protagonista realmente é permeada por conflitos emocionais e decisões que suscitam dúvidas e medos em relação ao diferente. Neste contexto todo podemos citar seus poderes, seus sentimentos e suas responsabilidades. E o amor não fica fora disso...
Como não havia a prerrogativa de poder decidir sobre os desígnios dos habitantes do Planeta Terra e tampouco desenvolver uma vaidade desenfreada, eventualmente gerada pela sua condição diferenciada, em nome destas duas premissas e também do sentimento desenvolvido em relação à sua amada, Lois Lane, Superman abdica das suas habilidades e poderes, para poder dar vazão total ao sentimento.
Quando existe este magnetismo, esta química entre dois seres, de fato (mas é claro, em um grau menor de intensidade no mundo real!) nós somos "capazes de tudo" para ficar ao lado de nosso/nossa, amada(o). No caso do filme, Superman consente em entrar na chamada "Câmara de Conversão Molecular" para tornar-se um humano comum, objetivando viver seu amor com Lois Lane.
Ao adentrar na câmara, ele aceita a sua transformação à condição humana, inclusive todas as suas vulnerabilidades, por querer viver seu amor verdadeiro com uma terrena, Lois Lane. Derivado disso, ele sente na pele (literalmente!) as desvantagens de não ser mais o "homem de aço". Porém, dentro da história, prevalece, em relação ao seu sentimento amoroso, a responsabilidade de defender o mundo que o acolheu, especialmente quando, na trama, os prisioneiros insurgentes do Planeta Krypton (General Zod e aliados), começam a subjugar a espécie humana. Na cena abaixo então, temos, sob o mesmo cenário, o vulnerável e romântico x o poderoso e racional, agindo sobre uma mesma situação...
No mundo da ficção, diferentes histórias românticas são contadas, sob diferentes roteiros, pontos de vista e desfechos. Claro que esta aqui descrita no blog corresponde a um microcosmo disso tudo, mas mantém um cerne de análise bastante verdadeiro em qualificadores sobre o amor: desprendimento, pureza, dúvida, sacrifício, dor, renúncia...
Acima de tudo, o "Homem de Aço" cultiva dentro de si algo que a meu ver, deve ser parte integrante e fundamental, de qualquer relacionamento: a verdade.
Até a próxima postagem, pessoal!
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