Dia Mundial do Rock - 13 de Julho

Tenho um refrão que carrego comigo na mente e é com ele que inicio este texto, referente ao Dia Mundial do Rock, comemorado em 13 de julho: "It’s a Long Way to the Top (If You Wanna Rock ’n’ Roll)". Na realidade também é o título de uma famosíssima canção do ACDC, grupo de metal rock formado em 1973, em Sydney, Austrália.


Mas o Rock para mim é muito mais completo e complexo que isto. É o ritmo musical pelo qual mais me identifico e, por conseguinte, traça e reproduz boa parte da personalidade, do jeito de ser e até mesmo dos constantes e mutantes estados de espírito refletidos ao longo de minha existência. Outro dia, inclusive, eu me deparei com uma imagem que em muito demonstra essa multiplicidade: uma espécie de "mapa mental" de vertentes do rock, separando as divisões e bandas associadas e suas associações, tal como uma árvore genealógica. 


Tem muitas divisões e bandas na imagem, não é mesmo? Pois bem. A continuidade do meu texto abrangerá então 2 aspectos: citar algumas que conheço no diagrama e destacar algumas (principais) dentro da minha predileção, procurando contextualizar a razão disso. Isso porque abranger um apanhado histórico cronológico literal, para uma resenha comemorativa da data, tornaria o texto muito extenso. Deixamos para uma próxima. 

Parte 1: bandas que conheço no diagrama (pouco, moderado ou muito)...

Elvis Presley, Chuck Berry, Ray Charles, Rollling Stones, Animals, Stevie Wonder, Diana Ross, The Doors, Beach Boys, Kiss, Neil Diamond, Yes, David Bowie, Pink Floyd, Metallica, Ramones, Blondie e Dead Kennedys... 

Desculpem se eventualmente não citei algum... mas há uma biblioteca interminável. 

Parte 2: bandas que aprecio pelos conceitos, legado, melodia e mensagens deixadas. 

Dire Straits: além de ter sido a principal responsável pelo meu antigo hábito de colecionar CDs de grupos musicais, as músicas desta banda britânica que encerrou atividades em 1985 e era liderada por Mark Knopfler me transmitem mensagens importantes ou sons, riffs de guitarra (trechos que são repetidos por diversas vezes na canção, que servem como um "motor" para ativar a lembrança da melodia), presentes em "Sultans of Swing" e também mistura inesquecível de instrumentos, até mesmo não tão comumente usados nas execuções, como por exemplo o piano em "Industrial Disease". 


Já, por exemplo, em "Skateaway", o forte, a meu ver, é a mistura de elementos nostálgicos, remetendo aos anos 1980 (o uso massivo de "Walkmans" à época e também a febre dos patins, utilizados pela protagonista do clipe) e também até mesmo a história presente na letra. A música versa sobre uma visão particular de Mark Knopfler, por suas andanças, sobre como justamente estes dois símbolos de diversão desta década estavam presentes na juventude e o seu poder de já à época, poder teletransportar nossos pensamentos a outras esferas, alheias ao caos urbano de trânsito, tráfego, acidentes e discussões. Isso inclusive está muito presente no clipe da música. 


É muito prazeroso ver a evidente antítese de elementos ("brutalidade" x "suavidade") presentes não apenas nos cenários e atores do clipe musical, mas também na própria canção, que tem uma intensidade e um volume maiores no "durante", mas uma leveza até crepuscular de pôr do sol nas proximidades do seu término, reservando importância maior a versos sem uma explicação formal (o "shala shaly hey hey"), como que se houvesse uma autorização explícita para que os supostos conflitos e problemas cotidianos tivessem uma espécie de "cessar fogo"...

Uma curiosidade: a patinadora do clipe era Jayzik Azikiwe, mas seu nome artístico era Jay Carly. Nascida em Londres em 1958, ela era filha do ex-presidente da Nigéria, Nnamdi Azikiwe. Faleceu em 2008, em Gâmbia, na África.


Rush: conhecido como o "Power Trio" canadense, a base da banda contava com Geddy Lee (vocais, baixo e teclado), Alex Lifeson (guitarrista) e John Rutsey (bateria). Posteriormente, Rutsey foi substituído por Neil Peart, este considerado um dos 10 maiores bateristas de todos os tempos na história do Rock. 


Falar de Rush é muito complexo porque é uma banda que acabei explorando faz pouco tempo. Foi algo relativamente recente e digo: que tempo perdido. Pois o mar de descobertas em relação ao quanto os aspectos humanos podem ser abordados melódica e metodicamente, por meio de composições que flertam com a psicologia, filosofia e até mesmo ficção, torna árdua a mim, a missão de por exemplo, eleger algum álbum ou canção predileta. Mas vou me ater a algumas que abordei anteriormente em outras postagens do Blog, como por exemplo, "Subdivisions". 


Nela, eu realmente mergulho em um paralelo em relação ao meu modo de ser, no que diz respeito à timidez, a introspecção e às dúvidas sobre como eu me integro adequadamente a um determinado grupo. A música enquadra realmente tudo isso e, combinada com a melodia única, é marcante no meu chamado "top ten" de execuções. 

Podem ser vistos mais detalhes em um texto de 2023, encontrado no link https://ordinaryman-glauco.blogspot.com/2023/04/resenha-musical-rush-subdivisions.html... 

O Rush voltará ao Brasil em 2027, contando na sua formação atual (após o falecimento do baterista Neil Peart) com Annika Niles, uma baterista nascida em 1983, na chamada "Fifty Something Tour". 


O fato é: o rol de substantivos abstratos que o Rock And Roll pode abranger, pode chegar às dezenas, tamanha a riqueza que este ritmo transmite. Fico feliz de fato em saber que existe esta data reservada no calendário, mas certamente poderiam ser muitas outras mais certamente... 

Até a próxima postagem, pessoal!

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