Resenha Cinematográfica - "Confiança (Trust)" - 2025

O filme em avaliação aqui é "Confiança (Trust)" de 2025, dirigido por Carlson Young, que anteriormente havia dirigido "Upgraded: As Cores do Amor", um crime enquadrado como uma "comédia romântica empresarial", de relativo sucesso no streaming também. 

Assemelha-se ao formato de outros filmes, como por exemplo "A Fortaleza" e "À Espera de um Milagre", no aspecto sombrio e acinzentado de uma prisão, no aspecto, na opressividade de agentes externos, concorrendo para sua impossibilidade de livramento imediato da situação, bem como (e isso parece realmente ser um tanto quanto padronizado) uma reunião de itens de infraestrutura de qualidade precária, como encanamentos, rede elétrica, etc...

Trata-se de outro "thriller" motivado e conduzido por uma decisão um tanto quanto esperada de sua protagonista, da busca por um "refúgio perfeito", sob condições que, à primeira vista já vão se apresentando durante as cenas de viagem, uma mescla de perfeição e suposta imperfeição. Afinal, se por um lado o inóspito cenário campestre nos oferece a tranquilidade, a privacidade e a desconexão do mundo moderno, por outro lado é forte indício da imperfeição citada. 

Quando a forte exposição às redes sociais, mesclada com uma decepção sentimental potencializada por uma situação delicada (possível gravidez e negligência da outra parte), acomete Lauren Lane (protagonizada pela atriz Sophie Turner), inicia-se a parte do roteiro, digamos assim, um tanto quanto previsível e citada no parágrafo anterior ("refúgio perfeito nem tão perfeito..."). 

A questão é lidar com expectativas posteriores, como intensidade dramática do roteiro, cenas com clímax (derivadas disso), personagens realmente fortes em presença, capacidade interpretativa e fixação de atenção do telespectador. Posso afirmar que a temperatura é média, pois a conexão da história a partir desta "mudança forçada" da influencer Lauren Lane acaba sendo previsível e linear, como muitos outros filmes de suspense/thriller previsíveis. 

Mas é possível digerir as 1,5 horas de filme visto que a duração ajuda realmente. Pois torna fragmentada qualquer frustração eventualmente gerada pela qualidade um tanto quanto duvidosa da trama. Para um quase "telefilme" de baixa produção, é suficiente. 

Até a próxima postagem, pessoal!


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