Dia Mundial da Fotografia - 19.08.2026
Uma imagem vale por mil palavras e as palavras que discorrerei aqui foram resgatadas da minha lembrança, pela referência a dois grandes fotógrafos da história: Robert Capa e Henri Cartier-Bresson. Peço inclusive desculpas antecipadas a quem admira Sebastião Salgado, Annie Leibovitz, Richard Avedon, Pierre Verguer e Marc Riboud, mas por razões de brevidade do artigo e fixação de memória, falarei um pouco de Capa e Bresson, pois tive o privilégio de tomar contato, mesmo que rapidamente, com a obra e técnica de ambos durante os anos acadêmicos de minha trajetória.
Acima, o inquestionável Sebastião Salgado, que há pouco tempo nos deixou (maio de 2025).
Quanto a Robert Capa, a principal referência guardada dele foi o registro do desembarque das tropas aliadas durante a II Guerra Mundial, no litoral da Normandia (França), a maior operação de deslocamento de tropas até então. Ela ocorreu no dia 06 de junho de 1944, envolvendo tropas dos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha majoritariamente, espalhadas em cinco praias cujos codinomes eram Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword.
Ele desembarcou junto ao primeiro grupo de tropas com uma câmera na mão, registrando cerca de 11 imagens dos combates iniciais, em meio ao frio das águas, o medo de ser atingido e a dificuldade em ter mobilidade, considerando aquele cenário.
Tomado pela exaustão e medo, ao reingressar a uma lancha de embarque LCI, o fotógrafo desmaiou. Acordou horas depois em um beliche, coberto por um cobertor e um pedaço de papel com os dizeres: “Caso de exaustão. Sem placas de identificação.”
O retrato foi tirado com uma câmeira Leica de 35mm, conhecida por seu fácil manuseio. Tornou-se especial e emblemática, justamente por mostrar um reflexo perfeito do homem pulando sob a água, sem distorções, um retrato urbano considerado uma forma de arte, respeitada mundialmente.
É considerada uma das 20 mais importantes fotografias da história, junto com, por exemplo, "O Terror da Guerra" de Nick Ut, "Porta Retrato" de Winston Churchill, de Yousuf Karsh e o retrato de Che Guevara, de Alberto Korda.
É realmente incrível o quanto esta expressão artística permanece ao longo do tempo e demonstra uma força de preservação, registro histórico, comunicação, transmissão de mensagens e conceitos, emoções. Documenta importantes aspectos da convivência humana, de seu habitat, é um elemento poderoso de persuasão e identidade, além de também um tesouro nostálgico a quem deseja reviver momentos do passado, imprescindíveis em sua intimidade.
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