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Falta de Razão e Insensibilidade... (Parafraseando O Livro) - Caso "O Boticário"

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Bom dia a todos.   Um dos grandes fóruns de debates atuais diz respeito à campanha publicitária de "O Boticário", para o Dia dos Namorados, onde, de uma forma surpreendente e pouco afeita aos padrões ditos "normais" à época, mostra-se a iniciativa de três casais em presentear seus pares com um produto da marca. Ocorre que os três casais, dentro do que se espera, não são os ditos casais "convencionais" (homem e mulher), mas sim, um heterossexual e outros dois homossexuais, o que causou uma polêmica muito grande, a ponto de pleitear-se tirar do ar o comercial, por um encaminhamento de queixa junto ao CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). A justificativa de "O Boticário" para a veiculação do comercial, é a seguinte:  "O Boticário esclarece que acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha “Casais”, que estreou na TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito...

Crônica Dominical - Vozes a Serem Ouvidas

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Cada um de nós é dono do seu próprio umbigo: isso é dito a toda hora, tornando-se praticamente um ditado popular, uma máxima e uma obrigação a seguir. Em partes concordo com isso, pois o principal agente de mudanças para conosco somos nós mesmos. Mas é inegável dizer que as influências podem nos oferecer um norte, uma direção nociva ou então tomada por virtudes. O rock acabou sendo permeado por estas questões ligadas à complexidade do comportamento humano, pois talento e rebeldia (muitas vezes da forma mais “junkie” e radical possível) convivem lado-a-lado e tornam explicáveis e inexplicáveis ao mesmo tempo determinadas ocorrências que fizeram parte de sua história. Curiosamente, na qualidade de fã de determinadas bandas da vertente “grunge” , hoje acordei novamente pensando nas composições de Nirvana, Alice In Chains, Pearl Jam e no seu legado junto a nós. E, coincidências à parte, a data de 05 de abril, a qual recentemente me brindou com mais uma primavera de 39 anos completado...

Minhas Resenhas Cinematográficas - Jack Reacher (O Último Tiro)

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Boa noite, pessoal.   Aqui estou eu, "tirando ferrugem" do meu blog. Retornando à labuta de escrever resenhas cinematográficas, estou recomendando, na linha de "entretenimento puro e simples", que assistam "Jack Reacher - O Último Tiro", estrelado pelo agora cinquentão Tom Cruise, e com um elenco de apoio bastante competente, formado por Rosamund Pike, Jai Courtney, bem como os veteraníssimos Robert Duvall, Werner Herzog e Richard Jenkins.   Apesar desta introdução, o roteiro é bastante inteligente e cativante, adaptado da obra de Lee Child, escritor norte-americano que possui poucas publicações disponíveis no Brasil. Particularmente não a conheço, mas, a julgar por esta adaptação, vale a pena investir nesta literatura.   O ritmo da trama é bastante intenso e o mote principal é o surgimento de um veterano de guerra (Jack Richer - Tom Cruise) como elemento-chave de uma investigação de uma série de assassinatos, aparentemente sem ligação entre si...

Anima Mundi 2012 - Curtas 17 - "Trapped" (Alemanha)

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O mote de "Trapped" é o reino animal, mais uma vez: "Raposa e Coelho vivem num conflito eterno. Um dia eles são obrigados a se unir contra um adversário ainda mais forte. É tempo de vingança para o Pássaro fraco que sempre foi molestado e ridicularizado por todos." Caça e caçador unem-se para lutar contra o elemento opressor. Digamos que é uma versão mais "light" do "L´Ére Bête", porque tem a semelhança de questionar quem tem mais bestialidade: o homem ou os animais e também demonstra que, por conveniência, determinados fenômenos no reino animal são permitidos, em nome da sobrevivência... Da mesma forma aqui, como não foi possível resgatar a produção por completo, deixarei com vocês algumas fotos para terem uma noção da linha de animação seguida.  Até mais, pessoal. 

Anima Mundi 2012 - Curtas 17 - "Le Jardin Enchanté" (França)

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Viver em paz: é assim que o Sr. Alan, um ecologista totalmente bem humorado, vive a sua vida, interagindo com a natureza. No caso, o otimismo exacerbado, durante os praticamente 4 minutos da animação, é o grande mote, porque, por apresentar-se como um contraponto à sisudez do Sr. X (que vive na casa ao lado), torna-se extremamente divertido, principalmente por ser apresentado em uma canção hilária.  Se formos parar para pensar a respeito da rotina, de fato a contraposição entre o "bon-vivant", o que sobrevive apenas da sua interação com a natureza, compartilhando a felicidade de poder estar imerso em um ambiente totalmente "natural" se podemos assim definir, com o trabalhador moderno, das grandes cidades, o qual trabalha incessantemente no cumprimento de prazos cada vez mais curtos e cobranças cada vez mais altas, isto torna-se um incômodo a este "workaholic".  O "workaholic", de tão certo de sua capacidade em administrar múltipla...

Anima Mundi 2012 - Curtas 17 - "Taxonomy" (EUA)

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Este curta de Karen Aqua mostra o fluxo constante de transição dos reinos vegetal, animal e mineral. Maleabilidade, transitoriedade e mutabilidade são as palavras que melhor refletem o filme, quase que inteiramente produzido por uma série de transições de desenhos, sugerindo a nossa capacidade de interagir e incutindo em nossas consciências a possibilidade de interagirmos com respeito em todos os níveis da natureza.  Infelizmente, Karen Aqua veio a falecer em 2011, no mês de maio, após uma luta incessante contra um câncer no ovário.  Não consegui encontrar um link no You Tube ou Vimeo para poder reproduzir esta animação a vocês.  Até a próxima postagem, pessoal! 

Anima Mundi 2012 - Curtas 17 - "L´Ère Bête" (França)

Já no início desta produção francesa, eu senti um quê de "Revolução dos Bichos", porém dos tempos medievais, onde "pessoas" com feições de animais tomam conta de todas as ações de uma cidade, invertendo os papeis, normalmente esperados pelos humanos. Claro que em escala menor, pois em "Revolução" havia as personagens marcantes como o Velho Major, o qual apregoava que os animais faziam o trabalho e os homens se apropriavam de todos os recursos. Por conta disso, toda a classe dos animais deveria se revoltar. Existe um pouco desta semelhança em "L´Ère Bête", pois os animais querem ser os dominantes. Porém, diferencia-se no fato de que esta classe quer submeter outros animais à opressão, mas um ser humano (um mendigo), atua como elemento de contraponto, tentando preservar seu mascote: o porco. Tal como nos julgamentos da época, que punia os destoantes com a fogueira inquisitória, a guilhotina entra como elemento de intimidação. Os animai...