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Antero Greco e Silvio Luiz - Um Coração no Grande Amigão e Um Olho no Lance
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Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Sim, amigo é realmente de coração, mas no caso do Antero Greco, jornalista esportivo que infelizmente faleceu na data de hoje e nos deixou órfãos neste sentido...
Mas as intervenções dele no SportCenter junto com o nosso "Amigão", não nos deixam dúvidas: podemos guardá-los em nossa falta de ar (de tanta risada), em nosso cérebro (pelas lembranças), em nosso repertório para uma futura carreira de "standup comedy" (este caso, deixo como uma intenção particular, fracassada porém, pois nem todo mundo tem esta inspiração e eu faço aqui um "mea culpa").
No caso do Silvio Luiz, também as risadas eram garantidas por conta de seus inconfundíveis bordões como "Olho no Lance", "Pelo Amor dos Meus Filhinhos", "Minha Nossa Senhora" e pelas críticas totalmente fora de script perante acontecimentos hilários ocorridos em campo, como o abaixo retratado durante o Torneio Ramon de Carranza em 1992...
O nome do Silvio Luiz também remete a determinados momentos da infância/adolescência, pois, apesar de não ser torcedor da Lusa, puxa em minha memória a figura do Dener, craque da Portuguesa de Desportos que, infelizmente, por conta de um acidente automobilístico, nos deixou precocemente. Com isso, recordo do gol abaixo:
Em algumas ocasiões, frequentei o conhecidíssimo estádio lusitano, no qual muitos bons momentos passei com meu pai, inclusive podendo me deleitar com a mítica figura de um torcedor símbolo, chamado Sardinha, senhor este muito mal humorado, mas com uma paixão avassaladora pelo clube do Canindé. Raramente ficava parado nas partidas, ia de um lado a outro, reclamando do desempenho da equipe, mesmo esta em vantagem, rendendo recordações cheias de diversão e nostalgia.
Abaixo, além do vídeo, uma foto dele, que também se foi em dezembro do ano passado:
Quando nós pensamos em figuras queridas por nós, representativas de um legado de valores, emoções e resgate de tempos que não voltam mais, acabamos por criar uma espécie de novelo referencial, uma "cadeia de DNA" sentimental inevitável. É este combustível que faz com que tenhamos estas figuras sempre vivas em nosso coração e pensamento, ajudando-nos a dar um sentido mais suave à vida.
Existem lugares (imaginários ou não), os quais constantemente revisitamos, seja para reativar nossa memória, reencontrar um ente querido não mais presente, ou para reforçar a identificação, a empatia em relação a eles. No caso, a releitura de "O Diário de Anne Frank" foi motivada por um quarto fator: a vontade de reativar a memória a respeito de como uma adolescente da época conseguiu manter-se relativamente resiliente, mesmo sob o contexto de viver, por praticamente 2 anos, em uma privação de liberdade, fugindo de uma condenação por algo puramente segregacionista: a sua origem. Anne, com 15 anos de idade, relata, além do dia-a-dia do chamado "anexo", com sua esperada rotina e impossibilidade de comunicação direta e espontânea com o mundo exterior, diversas reflexões a respeito de convivência, política, rumos da II Guerra Mundial (o contexto se passa nos anos de guerra), expectativas para o fim deste conflito, dificuldades, escassez de alimentos, conflitos, enfim....
A caracterização do Nordeste brasileiro, como a região das terras áridas e das dificuldades do agricultor em cultivar suas terras no sertão, é o mote de "Vidas Secas", livro de Graciliano Ramos. A dramaticidade desta situação de extrema pobreza perdura até hoje no Brasil, porém é claro, adaptada ao contexto histórico vivido atualmente, no qual também o fenômeno das chuvas fortes e sua consequente enchente e desabrigados, mostra esta faceta vulnerável de nossa população. Porém, o primeiro aspecto que me chamou atenção na obra foi a quantidade de termos do vocabulário desconhecidos por mim até então, demonstrando a riqueza do regionalismo presente Como exemplos, temos as palavras "jirau" (espécie de armação de madeira), "tropel" (tumulto), "aió" (afirmar), dentre outras, as quais, dependendo da sequência e contexto em que são apresentadas, tornam a interpretação da leitura mais trabalhosa. À leitura de muita gente, à percepção de outros leitores,...
Grandes sabores em um dia de domingo são compostos por alguns ingredientes típicos: presença dos entes queridos, os quais não necessariamente restringem-se aos parentes próximos, mas também a outras pessoas de outros círculos como os amigos, além de um prato saboroso, bem elaborado, típico de algum rincão de nosso vasto Brasil ou até de outros países. Pois bem: tive a grata oportunidade de reunir este "mix" neste dia de hoje, 20 de outubro. E como tempero "surpresa" apresentar um ambiente inspirador em termos de amplitude, acessibilidade e qualidade de atendimento. Mesmo considerando um natural obstáculo que são nossas ruas mal conservadas, as quais à primeira vista poderiam constituir-se em impeditivos para a chegada ao SESC, esta unidade da Bela Vista nos agradou e não alimentou somente a alma mas também literalmente nosso corpo, durante uma oficina gastronômica, capitaneada pelo chef Cícero Umbelino, conhecido como "Cícero de Crato". O prato apresentado...
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Além do humanismo.