Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade - 01 de outubro
Na sexta-feira passada, dia 25, o Globo Repórter exibiu uma reportagem dizendo respeito à mudança do perfil dos brasileiros ao longo do tempo, pela ótica de transformações sociais, econômicas e tecnológicas durante as décadas.
Termos como baby boomers, X, millennials, Z e Alfa são comuns neste sentido e à medida que o tempo passa, o relacionamento entre as gerações passadas e as atuais vai se moldando, como dito, às alterações de dinâmica e acesso aos aparatos que a modernidade, desde o advento da internet, até mais atualmente da Inteligência Artificial e smartphones e redes sociais atreladas.
Interessante foi ver no programa uma passagem que remeteu a uma espécie de nostalgia. Avós e avôs, com seus netinhos, sentados em mobiliário infantil, interagindo com objetos "old school" como dominós, lápis de cor, papel, etc... Ou seja, o celular foi deixado de lado e aquela interação mais "raiz" foi priorizada.
Do contrário, justamente para promover a conscientização, combater este preconceito ainda existente e a violência contra os mais velhos e garantir saúde, respeito, dignidade e políticas públicas, a ONU instituiu o dia 01° de outubro como o Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade. Na mesma data, o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741), foi promulgado no ano de 2003.
A necessidade de cumprimento do Estatuto bem como a atenção crescente demandada à população idosa dá-se também pelo fato que a pirâmide etária sofreu, ao longo das últimas décadas, uma transformação significativa no país. Em 1980, a população acima de 60 anos representava aproximadamente 6% da população, ao passo que o censo de 2023 mostrou que o percentual aumentou para 15,6%. Ademais, a expectativa de vida subiu para 76,4 anos (dados pesquisados no site do Senado Federal - http://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2025/06/envelhecimento-da-populacao-impulsiona-novas-acoes-em-defesa-dos-idosos).
Mais do que a cultura meramente assistencialista, o idoso merece, como dito, ter espaço ativo de participação, facilitação à mobilidade, cultura e saúde mental. Escute atentamente o que ele relata, participe de seus projetos, aproveitando todos os momentos da vida e compondo recordações. Pois apesar de ao longo do tempo, ter ocorrido uma melhoria da longevidade e outros indicadores sociais, ainda há, no Brasil, uma série de fatores que ainda dificultam uma qualidade de vida realmente ideal, como os baixos rendimentos, as demoras em determinados atendimentos na rede pública de saúde, além do preconceito e impaciência.
Ser protegido de eventuais maus tratos e do abandono também, com uma vigilância constante, especialmente se o lide de cuidar está sob a responsabilidade de outras pessoas. Muitos casos de agressões têm dificuldade de elucidação, justamente pelo estado físico e cognitivo, o que dificulta um relato bem fundamentado dos acontecimentos.
Por fim, refletirmos que em determinado dia, nós também estaremos vivendo nesta faixa etária e teremos uma necessidade maior ou menor da presença de outras pessoas em nosso cotidiano.
Até a próxima postagem, pessoal!
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