A Doce e "Brazuca" Itália do Tiramisù...

Aqui no Estado de Sâo Paulo temos a maior comunidade italiana fora da Itália, representando aproximadamente de 15 a 20 milhões de pessoas. Inclusive alguns bairros da Capital, que são a Bela Vista (Bixiga), a Mooca e o Brás, promovem anualmente festas temáticas, de Nossa Senhora Achiropita (fins de semana de agosto) e San Gennaro (setembro e outubro), oferecendo o melhor da gastronomia deste país tão próximo a nós.


Dentre inúmeras iguarias, gostaria hoje de destacar uma sobremesa deliciosa, chamada Tiramisù.

Seu nome provém da expressão em italiano “Tirami Su”, que significa “puxa-me para cima” ou “levanta-me”. Isso porque alguns de seus ingredientes realmente possuem um alto teor energético, como o café, os ovos, açúcar e o queijo mascarpone.


Sua origem remonta a algumas possibilidades, como por exemplo o surgimento no restaurante Le Beccherie, em Treviso, no início dos anos 1950. Uma segunda hipótese a situa em Florença, Toscana, em um banquete em homenagem a Cosme III de Médici (1642 - 1723), quando foi chamada "Zuppa del Duca".


Geralmente a receita básica da sobremesa leva camadas de biscoitos champanhe embebidos em café e um creme leve de gemas, açúcar, queijo mascarpone e claras em neve. Sucintamente, as claras são batidas com o açúcar, o creme de mascarpone é incorporado, os biscoitos embebidos no café frio, e depois montados em camadas em uma travessa, finalizando com uma camada de creme. Por fim, tudo é levado para ser refrigerado. 


O motivo pelo qual foi atribuído o título a este artigo, com a palavra "brazuca" (adjetivo dado aos brasileiros, muito comumente usado em Portugal), associa-se a uma notícia um tanto quanto inusitada: um brasileiro, chamado Marcos Muzzi, paulistano do bairro da Saúde, ganhou um concurso internacional disputado justamente em Treviso (uma das possíveis cidades em que a sobremesa surgiu), denominado Tiramisù World Cup deste ano, na categoria receita original.


Na semifinal, Muzzi disputou com cerca de 30 finalistas e ficou entre os três selecionados para a grande final, ao lado de outra brasileira e uma francesa.

Sua relação com os doces começou ainda na adolescência, com os ensinamentos da mãe e da avó. Autodidata, ele mantém a confeitaria como uma paixão e busca aprimorar os conhecimentos por meio de cursos livres, incluindo análise sensorial, confeitaria francesa e panificação.

Certamente uma curiosa, doce e saborosa notícia.

Até a próxima postagem, pessoal. 

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