Dia da Natureza - 04 de Outubro
A data de 04 de outubro, para o Dia da Natureza, foi escolhida em homenagem a São Francisco de Assis, protetor dos animais e santo conhecido por seu amor profundo pela natureza.
A natureza é composta por um trinômio de fatores que, em conjunto existem de uma maneira espontânea e nos fornecem recursos, ambientes diferenciados, climas variados e condições de coexistência. Estes fatores estão abaixo descritos:
a. Mundo físico e material
b. Seres vivos
c. Processos e leis
Mas eu inicio aqui falando um pouco sobre algo que deve ser ponto de reflexão e que a partir de mudanças lideradas por nós, seres humanos, influi nos três aspectos acima citados: a natureza humana. O indivíduo e a sua obrigação em portar-se como um líder e uma linha de frente de mudança de paradigmas comportamentais, de maneira a proporcionar harmonia e equilíbrio para sua própria vida, a de seu semelhante, dos animais e recursos do Planeta Terra.
No mundo físico e material da natureza, por exemplo, com o passar dos anos e eras, vamos constatando a alteração de muitos rios e oceanos, especialmente por ação do El Niño. Na Região Sul do Brasil, verificamos uma concentração de frentes frias constantemente, por conta de bloqueios atmosféricos, provocando índices pluviométricos muito acentuados em um período curto de tempo, aumentando regularmente o nível dos rios e proporcionando as inundações.
Tudo isso influi também na qualidade de vida do próprio ser humano, um dos elementos que compõe o segundo fator (seres vivos) descrito no início do texto. Isso porque as enchentes acabam proporcionando a destruição de suas propriedades, o desalojamento e problemas de saúde e saneamento básico. Com isso, montantes populacionais significativos têm que buscar outro habitat para viver.
Essas transformações também influem no terceiro fator (processos e leis), porque apesar do homem ter esta viabilidade de mudar de habitat, pelo processo da homeostase mantém seu ambiente interno vivo (temperatura corporal), apenas protegendo seu corpo com vestimentas adequadas a cada região. Ou seja, ele consegue adaptar-se ao local de destino, não sendo tão diretamente afetado pelo aspecto da Seleção Natural.
Um exemplo deste processo diz respeito a uma espécie chamada camundongo de bolso (Chaetodipus intermedius) que vive nos desertos do sudoeste dos EUA e ao longo do tempo modificou a cor de acordo com o solo que pisa.
Originalmente, a maioria desses camundongos tinha pelagem clara, ideal para se camuflar na areia clara do deserto. Fluidos de rocha escura advindos de lava vulcânica fizeram com que alguns camundongos claros, outrora ameaçados por corujas, sofressem mutação genética, nascendo com pelagem escura, evitando ser presas fáceis.
ONGs (Organizações Não Governamentais) costumam criar as chamadas Unidades de Conservação próprias. Elas, em resumo, permitem que uma determinada porção de terra seja conservada permanentemente, independentemente também de mudança de status que aquele território venha a ter futuramente.
Um exemplo desta iniciativa é a chamada Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Salto Morato, mantida pelo Grupo Boticário, que protege 2.200 hectares de floresta nativa. Ela funciona como um polo de conservação prática, recebendo cientistas para pesquisas, oferecendo infraestrutura para turismo ecológico.
Cerca de 15% a 17% da superfície terrestre e mais de 7% dos oceanos do planeta Terra estão atualmente sob algum tipo de medida oficial de conservação ambiental. Apesar disso, em média, anualmente, o mundo perde cerca de 10,9 milhões de hectares de área, devido ao desmatamento, com ampla concentração desta perda (cerca de 95%) nas regiões de clima tropical como América Latina e Sudeste Asiático.
Como boa parte da nossa população é urbana, algumas atitudes responsáveis perante a preservação ambiental podem ser tomadas no dia a dia. Embora não tão visíveis de forma imediata, em conjunto ajudam muito por exemplo, na redução da emissão do monóxido de carbono na atmosfera. Seguem abaixo algumas sugestões para que possamos praticar:
1. Economia de recursos: economia de água e de energia dentro de nossas residências.
2. Redução de resíduos: uso por exemplo, de sacolas de compras retornáveis.
3. Consumo consciente: evitar o desperdício de alimentos, pelo uso também de partes não tão habituais da alimentação de alguma outra forma. Exemplo: cascas de fruta transformadas em farinhas ou adubos.
4. Mobilidade alternativa: transporte público em substituição ao carro (especialmente em uso individual), por exemplo.
A natureza e seus inúmeros recursos agradece, acaso possamos seguir estes preceitos. Vamos nos engajar neste sentido?
Até a próxima postagem, pessoal!
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