Dia do Radialista - 07 de Novembro

"Agueeeenta, coração"... sim, os bordões, especialmente esportivos, estão muito presentes na linha do tempo do rádio e da tevê e na minha memória afetiva. Especificamente, este era do saudoso Fiori Giglioti, que trabalhou por muitos anos na Rádio Bandeirantes, narrando partidas de futebol.

Outros grandes "monstros" sagrados da locução de rádio são, por exemplo, José Paulo de Andrade (falecido em 2020). O seu vozeirão grave marcante embalava minhas manhãs de adolescente, com o fundamental, mas às vezes irritante (por ter que ouvir a vinheta e acordar muito cedo para ir à escola à época) programa "O Pulo do Gato".


Esta era a vinheta de apresentação com a voz dele, sempre marcante:

Agora podemos citar Emílio Surita que capitaneia desde o ano de 1993 o programa Pânico, da Jovem Pan FM. Este programa foi idealizado pelo senhor Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho (apelidado de Tutinha), com um humor escrachado e entrevistas com convidados famosos. 

Ele descobriu em maio de 2023 um câncer no intestino, mas tem realizado tratamentos e permanece apresentando o programa até hoje, que modificou seu formato para uma espécie de "talk show" com diversos membros da bancada e um entrevistado do dia, em um grande estúdio. Dentre os quadros que fizeram história no Pânico antigo (que também foi transmitido na TV (Band e Rede TV!), temos "O Impostor", "Jornal do Boris", "Jô Suado", "Amaury Dumbo" e "Freddy Mercury Prateado". 

Não podia esquecer de Osmar Santos, o "garotinho" ou também apelidado de "o pai da matéria". Nascido em 1949, prestou seus serviços à Rádio Jovem Pan e Rádio Globo principalmente. E também ficou notório o seu conjunto de bordões durantre as transmissões, tais como: "É ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!", "Parou por quê? Por que parou?", "É fogo no boné do guarda!", "Sai daí que o jacaré te abraça, garotinho!", "Vai mais garotinho, vai garotinho porque o placar não é seu" e "Tiro, lilirolá, tiro, liliroli e que gol!".


Hoje ele tem 77 anos e dedica-se às artes plásticas, mas infelizmente teve a sua carreira de locutor esportivo abreviada em 1994. Em dezembro daquele ano, sofreu um acidente de carro que fez com que sua fala fosse afetada, impossibilitando-o de voltar às atividades radiofônicas. Na mesma profissão, trabalham atualmente seus irmãos Oscar Ulisses (Rádio CBN) e Odinei Edison (BandNews FM).  


Em 2022 ele participou de uma entrevista especial no Jornal Nacional, recordando cenas em que ele participou do famoso comício da Praça da Sé, durante o processo de redemocratização do Brasil ("Diretas Já"), capitaneando diversos discursos naquele ano de 1984. 


Mas não havia sido ainda naquela eleição que a Emenda Constitucional seria aprovada. Por uma diferença de 22 votos, a abertura de votação para o cargo de Presidente da República ficou para a eleição seguinte. 

A profissão de radialista é regulamentada pela Lei 6.615 de 1978, acessível pelo link https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6615.htm. E a data de 7 de novembro foi escolhida, por conta do nascimento do músico, compositor e radialista Ary Barroso nesta data, no ano de 1903. 


Diversos outros nomes podem ser enumerados e homenageados aqui. Dentre os principais que citarei (e tomei algum contato, mesmo mínimo), estão Gil Gomes (crônicas policiais), Eli Corrêa (famosíssimo pelo seu bordão "Oi, Gente"), Cid Moreira, Léo Batista, Silvio Luiz, Luciano do Valle e Milton Neves. Mas poderia listar aqui, tranquilamente, mais de uma dezena, especialmente porque durante minha adolescència ouvia muito mais rádio do que atualmente.

De momento, transmito os meus parabéns a estes "enumeradores de sonho", importantes para a construção de muitos momentos marcantes e nostálgicos de minha vida.

Até a próxima postagem, pessoal!

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